domingo, agosto 07, 2011

Anyway

E mais cedo ou mais tarde, os detalhes são sempre aqueles que fazem toda uma diferença... quer você queira, quer não.
Há quem diga para não nos prendermos aos tais detalhes. Mas em certos casos, não é questão de prender-se à eles, é apenas uma condição de saber que eles existem.

Anyway this is the life.




beijo.outro.tchau

segunda-feira, julho 25, 2011

Comodismo Ensaiado

Resenha crítica da obra de José Saramago "Ensaio sobre a Cegueira"

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Acomodar-se. Dar-se por satisfeito. Aceitar tudo sob qualquer circunstância. Estas não são e estão longe de serem apenas palavras, frases ou suposições. É a realidade crua, nua e inconsequentemente insana. O estar acomodado passou de estado momentâneo, para aspecto de vida. Além da fraternidade aparentada, o acomodo também aprendeu a cegar. A cegueira branca tratada na obra de José Saramago “Ensaio Sobre a Cegueira” é mais que uma epidemia fictícia, é um estudo de caso – na verdade, um vício... real.

E porque não abrir os olhos para ver? Enxergar, não apenas o próprio umbigo, o próprio jardim e os próprios limites, mas expandir a visão de vida e suas reais necessidades. Caminhar além do proposto pela rotina. Conhecer a vida – ou parte dela – do modo ao qual ela se apresenta, despenteada e sem batom – porém que insistimos em disfarçar com maquiagem e fingir que as cicatrizes não existem.

Mas Saramago foi além, sábio e vorazmente perspicaz naquilo que fez: Abrir-nos os olhos – mesmo que por alguns instantes. Através de personagens, nos mostrou a ilusória imagem de humanidade que temos, não só vivendo em sociedade, mas na humanidade em particular, o íntimo, o hipócrita e o vergonhoso hábito de acomodação. Na obra, diante do inesperado fato de se perceberem cegos, todos se submetem a seguir instruções, a esperar pelo reverso da possível doença e o pior, aceitam de tal prontidão a condição em que se encontram, que alguns usam do covarde poder obtido para se sobressaírem aos demais e contentarem-se em mesmo cegos – mais do que o habitual – tornarem-se cada vez mais medíocres.

A realidade é essa. Vemos, porém não enxergamos. Estamos sempre à espera de normas e regras. Acreditamos em intervenções externas e delegamos ao destino, futuros que deveriam ser decididos por nós mesmos. Esquecemos que, sobretudo – cegos ou não – somos humanos e crueldade, frieza e indiferença não deveriam fazer parte de nossos arquétipos.

Por fim, a cegueira branca se dissipa e como num piscar de olhos tudo volta – aparentemente – ao estado normal. No entanto, não basta apenas tomar conhecimento sobre a cegueira, mas usar da ferramenta de reflexão para ensaiar o fim do nosso comodismo. Tomar iniciativas e usar a habilidade visual – em junção com as demais – a favor do crescimento e amadurecimento humano, tanto individual, como conjunto.

Ensaio é isso. A convicção de querer, buscar e saber que é possível reverter processos e fatos. Ele enxerga e nos mostra. O ensaio precisa sair do ensaio e partir para a apresentação, para a realidade, para os palcos... Para a vida!


 

 
beijo.outro.tchau

domingo, julho 10, 2011

Como proceder?

Sou uma figura difícil de se conviver, eu reconheço.
Tenho manias, sistemas, complexos, um humor bipolar, opiniões particulares, conceitos contraditórios e olha... a perfeição é algo meio distante, ainda que eu almeje demais. E quem não almeja?

Modestia a parte, passo grande parte do tempo tentanto acertar (isso quando me sobra alguma faísca de motivação).
Tá certo que o acerto não faz parte de 100% das tentativas, mas eu tento.
Sei também que nem todo mundo enxerga assim, e isso não vem de hoje. Mas se eu bem me recordo, a mania de não me explicar, não me justificar em algumas situações, eu carrego desde sempre... Desde lá atrás - long time ago - quando eu levava alguma bronca por algo que eu não havia feito e simplesmente não rebatia as acusações, simplesmente porque bastava a minha convicção de inocência, ante as "falsas acusações".

Lembro-me também de um longo período, na infância, em que sempre desejei ser protagonista. E assim o fui... por muitas vezes ocupei lugares de destaque em cada fala, gesto e pensamento.
Considerava o reconhecimento, algo natural do meu esforço... Eu fazia por mim, mas quem na verdade usurfruia disso, eram os outros. Era como se eu fizesse pra agradar e não pra me satisfazer.

A real é que o tempo passou e essa de ser protagonista ou não combina mais, ou essa desculpa do "não combina" serve pra maquiar a minha falta de inspiração.
E olha, muita coisa eu aprendi no atrevimento, na curiosidade e na audácia que nem eu sabia que podia ter. Tipo aquela frase onde diz que  "A necessidade ensina a rezar".
Mas eu sei que não basta saber todas as rezas em três idiomas... Vai sempre haver um desnível pra tropeçar.

E são em momentos como esse, depois de tudo e de tanto, que eu me pergunto: o que foi que aconteceu?
O que fazer? Pra onde ir? Onde ficar?



beijo.outro.tchau

segunda-feira, julho 04, 2011

It's not my fault

Primeiro que Deus sabe o quão esforçado eu tenho sido, pra acordar nesses dias de frio, tomar banho bem cedo e estar pontualmente todos os dias no serviço.
Segundo, que eu já tô ficando cansado... tem dias que eu chego a cochilar de olhos abertos e tomo aquele susto quando o telefone toca.
Terceiro que agora, os clientes resolveram me culpar por tuuudo de ruim que lhes acontece.

Eles anotam o meu nome, eles perguntam o endereço, eles me ameaçam de morte, eles sabem o meu ramal de cor e olha, ligam vááárias vezes ao dia.
É que eu tenho sido muito paciente com gente ignorante e cá entre nós, eu não tenho permissão e nem devo bater boca com cliente.

O de ontem, resolveu ir ao escritório e antecipou o carnaval... Faltou a porta-bandeira, porque o mestre sala tava ali, rodopiando, aos brados... No final, me pediu desculpas e me presenteou com um livro (gente louca, a gente vê por aqui)
E a que me ligou hoje, aos berros, xingos e ameaças, disse já ter tido dois acidentes cardiovasculares. E é claro que ao ouvir isso, desejei que ela tivesse no mínimo mais uns dois, né?! #morrediabo

Mas ainda dá pra se divertir... é um estudo de caso, ali, prontinho... serve até de TCC!
Seria muito trágico, se não fosse muito cômico...




beijo.outro.tchau