sábado, janeiro 13, 2018

Aqueles dias

Tem dias que a gente quer ter um dedo de prosa com um bom amigo.
Tem dias que a gente quer beber até cair.
Tem dias que a gente quer dar uma festa e aproveitar até o Sol raiar.

Tem dias que a gente quer fazer uma faxina, com som bem alto.
Tem dias que a gente quer abrir a janela, deixar o ar circular, olhar as nuvens lá fora e encontrar desenhos nelas.

Tem dias que a gente quer trocar mensagem, enviar emojis, interagir naqueles grupos de WhatsApp, enfim.
Tem dias que o que mais a gente quer é curtir momento do lado de quem se gosta, de quem se ama.
Tem dias que a gente quer estar em família, amigos.

Só que...

Tem dias que o dito amigo te decepciona "grandão".
A ressaca pós bebida (até cair) te faz se arrepender de ter bebido.
E outros dias a gente não quer festa... quer ficar quietinho.

Falta a disposição pra fazermos nós mesmo a tal faxina e também não dá vontade de olhar nada lá fora pela janela.
Outros dias, não dá vontade conversar, mandar mensagem... sequer olhar o celular.

Tem dias que quem a gente ama também não tá mais disponível pra tal companhia. Na verdade, em alguns casos nunca esteve.
Tem ocasiões que a família e os amigos também não nos entendem do modo como esperamos.


Enfim...
O problema não está nos opostos.
Isso tudo é natural. Uma hora queremos e depois não mais.
Hoje é o momento e amanhã pode não ser.
Ontem eu estava bem e hoje nem tanto.
Natureza. Vida.
Estranho seria se fossemos constantes. Impossível.

O problema está em depositar nos outros e nas coisas, o reflexo do nosso estado de espírito.
A real é entender que o que a gente precisa é compartilhar com a gente mesmo, as nossas conquistas, os nossos ápices e também as nossas perdas, os nossos decréscimos.

Temos a mania de esperar de algo ou de alguém, uma reação, um afeto (talvez) ou um sentimento que às vezes só existe pra nós. Ou que nem existe, mas que a gente projeta... imagina.

Compartilhar momentos, sejam eles bons ou ruins, celebrar algo e trocar conselhos é sim algo saudável... é humano, é relacionar-se.
Mas esperar demais do outro é cruel com nós mesmos e com quem quer que seja.
Ninguém pode ser responsável pelos nossos sentimentos e nossas interpretações.

Ainda que existam pessoas envolvidas, a responsabilidade é só nossa.
Então, de repente a gente não precise mesmo de festa, de mensagens e de companhia o tempo inteiro.

Mas sem sombra de dúvidas, a gente precisa é valorizar a nossa própria presença.



beijo.outro.tchau

terça-feira, janeiro 09, 2018

Novas Águas

Muita água passou por debaixo dessa ponte.
Dois mil e dezoito tá aí, começando... à todo vapor e eis que eu redescubro esse espaço.
Bacana essa coisa de reler momentos passados, e ver o quanto mudamos em certos aspectos e o quanto nos movemos em direção àquilo que nos identifica - ainda que vez ou outra a gente se perca.

E engraçado é que mesmo estando comigo esse tempo todo e sabendo a cronologia das coisas, parece ainda mais difícil definir alguma ordem.


Estive tentando fazer um balanço dos acontecimentos de modo geral. Lembrei de algumas coisas, pessoas e de outras fiz um esforço enorme pra esquecer de novo - Ah, sabotagem!
Voltei ao meu labirinto. Aqui, onde em tantos momentos complicados - deeesde os conflitos da adolescência, escrevia de forma disfarçada. Querendo ser lido, ser visto, compreendido e interpretado, mas correndo do julgamento, das perguntas e da curiosidade alheia. Que contradição!

Queria fazer desse post, um divisor de águas. Algo como a fase dois desse processo de autoconhecimento e expressão que é escrever.
Sem pretensões. Humildemente. Como se escrevesse só para poder voltar a algum momento, alguma lembrança, coisa minha, enfim.

Não sei o público, não sei a frequência e nem se de fato há acessos. Mas sei que estou com aquela necessidade enorme de "falar", mesmo que seja sozinho. Só traduzir esse emaranhado de pensamentos em palavras, organizá-las e bagunçá-las - de novo.

Play.



Não podemos banhar-nos duas vezes no mesmo rio, porque as águas nunca são as mesmas e nós nunca somos os mesmos.



beijo.outro.tchau

terça-feira, setembro 01, 2015

Amanhã.

Hoje eu só queria voltar pra casa.
Ostentar sorrisos, manter humores, inventar assuntos e cumprir protocolos. Não era pra hoje.

Talvez amanhã. Quem sabe?!



beijo.outro.tchau


quinta-feira, julho 17, 2014

Casos e coisas

Então a vida é mais ou menos isso: Você se apaixona. Não dá certo. O mundo e as pessoas vão contra. Pelo estilo de vida, as diferenças de idade e o fato de você simplesmente não ser para o outro, o que ele é para você. E você é obrigado a ficar na espera daquele desencanto. Esperando seu coração ser preenchido por outro alguém. Seus amigos e amigas mandam você sair e conhecer gente nova. E é tanta gente dizendo essa mesma coisa que parece ser uma obrigação. O tempo passa. Você vai acumulando fracassos amorosos. Tudo parece estar bem, até que você começa a relembrar tudo e bate aquela tristeza. A vida passa, o sentimento às vezes não e tudo segue naquele ritmo. Você conhece qualquer pessoa, se envolve com ela por pura conveniência. Ou por ela passar à você segurança, ou fazer você se sentir superficialmente amado. Acaba selando um relacionamento... quando vai ver está se casando do jeito que sua mãe sonhou te ver casando, mas não com a pessoa que você ama. Quando menos espera gera um fruto deste relacionamento vazio, este fruto te vincula ainda mais à alguém que só te faz bem, mas não faz você se sentir do jeito que a outra pessoa fazia. Você envelhece, infeliz, ao lado de alguém que não ama... mas não importa, você está seguindo a vida como ela deve ser seguida... Você está dando andamento nela. Você envelheceu... talvez com netos, uma grande e linda família. Uma família que você decidiu construir com alguém que talvez tenha te trazido paz, dado carinho, amor, uma família. Você racionalmente reconhece isso, mas seu coração continua vazio... você construiu uma linda família, mas não com quem você amava. Não com a pessoa que te trazia paz, mas que trazia aquela perturbação deliciosa que ninguém jamais traria. Não com a pessoa que te dava prazer, que te fazia feliz ao mesmo tempo que te enviava ao inferno. Você morre, mas deixa para próxima geração uma linda família... talvez de homens e mulheres que irão se entregar à alguém, alguém que não ame... mas que darão continuidade à sua família linda, de laços mal feitos e relacionamentos vazios.



(Dei o título para essa postagem, mas desconheço a autoria do texto)


beijo.outro.tchau