terça-feira, janeiro 09, 2018

Novas Águas

Muita água passou por debaixo dessa ponte.
Dois mil e dezoito tá aí, começando... à todo vapor e eis que eu redescubro esse espaço.
Bacana essa coisa de reler momentos passados, e ver o quanto mudamos em certos aspectos e o quanto nos movemos em direção àquilo que nos identifica - ainda que vez ou outra a gente se perca.

E engraçado é que mesmo estando comigo esse tempo todo e sabendo a cronologia das coisas, parece ainda mais difícil definir alguma ordem.


Estive tentando fazer um balanço dos acontecimentos de modo geral. Lembrei de algumas coisas, pessoas e de outras fiz um esforço enorme pra esquecer de novo - Ah, sabotagem!
Voltei ao meu labirinto. Aqui, onde em tantos momentos complicados - deeesde os conflitos da adolescência, escrevia de forma disfarçada. Querendo ser lido, ser visto, compreendido e interpretado, mas correndo do julgamento, das perguntas e da curiosidade alheia. Que contradição!

Queria fazer desse post, um divisor de águas. Algo como a fase dois desse processo de autoconhecimento e expressão que é escrever.
Sem pretensões. Humildemente. Como se escrevesse só para poder voltar a algum momento, alguma lembrança, coisa minha, enfim.

Não sei o público, não sei a frequência e nem se de fato há acessos. Mas sei que estou com aquela necessidade enorme de "falar", mesmo que seja sozinho. Só traduzir esse emaranhado de pensamentos em palavras, organizá-las e bagunçá-las - de novo.

Play.



Não podemos banhar-nos duas vezes no mesmo rio, porque as águas nunca são as mesmas e nós nunca somos os mesmos.



beijo.outro.tchau

terça-feira, setembro 01, 2015

Amanhã.

Hoje eu só queria voltar pra casa.
Ostentar sorrisos, manter humores, inventar assuntos e cumprir protocolos. Não era pra hoje.

Talvez amanhã. Quem sabe?!



beijo.outro.tchau


quinta-feira, julho 17, 2014

Casos e coisas

Então a vida é mais ou menos isso: Você se apaixona. Não dá certo. O mundo e as pessoas vão contra. Pelo estilo de vida, as diferenças de idade e o fato de você simplesmente não ser para o outro, o que ele é para você. E você é obrigado a ficar na espera daquele desencanto. Esperando seu coração ser preenchido por outro alguém. Seus amigos e amigas mandam você sair e conhecer gente nova. E é tanta gente dizendo essa mesma coisa que parece ser uma obrigação. O tempo passa. Você vai acumulando fracassos amorosos. Tudo parece estar bem, até que você começa a relembrar tudo e bate aquela tristeza. A vida passa, o sentimento às vezes não e tudo segue naquele ritmo. Você conhece qualquer pessoa, se envolve com ela por pura conveniência. Ou por ela passar à você segurança, ou fazer você se sentir superficialmente amado. Acaba selando um relacionamento... quando vai ver está se casando do jeito que sua mãe sonhou te ver casando, mas não com a pessoa que você ama. Quando menos espera gera um fruto deste relacionamento vazio, este fruto te vincula ainda mais à alguém que só te faz bem, mas não faz você se sentir do jeito que a outra pessoa fazia. Você envelhece, infeliz, ao lado de alguém que não ama... mas não importa, você está seguindo a vida como ela deve ser seguida... Você está dando andamento nela. Você envelheceu... talvez com netos, uma grande e linda família. Uma família que você decidiu construir com alguém que talvez tenha te trazido paz, dado carinho, amor, uma família. Você racionalmente reconhece isso, mas seu coração continua vazio... você construiu uma linda família, mas não com quem você amava. Não com a pessoa que te trazia paz, mas que trazia aquela perturbação deliciosa que ninguém jamais traria. Não com a pessoa que te dava prazer, que te fazia feliz ao mesmo tempo que te enviava ao inferno. Você morre, mas deixa para próxima geração uma linda família... talvez de homens e mulheres que irão se entregar à alguém, alguém que não ame... mas que darão continuidade à sua família linda, de laços mal feitos e relacionamentos vazios.



(Dei o título para essa postagem, mas desconheço a autoria do texto)


beijo.outro.tchau

terça-feira, julho 15, 2014

Toalha

Eu muito reluto em escrever aqui coisa aprofundadas sobre o que penso, sinto, vejo e a forma como reajo a certas coisas pelas quais passo.
Sei lá, é como se de alguma forma eu poupasse alguém que se dispõe a ler esse emaranhado de palavras de qualquer muro de lamentação.

Não que eu queira ou tenha intenção de fazer da minha vida, um muro de lamentações.
Eu inclusive tenho muito a agradecer...
Mas sabe quando naquele insight você desperta e percebe o quanto de sapo já engoliu, o quanto de abobrinha já ouviu, o quanto de sacanagem já aguentou, o quanto de favores e sacrifícios já fez e quanto sempre esperou que as coisas de alguma maneira acontecessem ou que alguém as fizesse por você?

E quando falo "esperou que as coisas de alguma maneira acontecessem", não é esperando que as coisas caiam do céu. Não.
Eu falo do sentido de consideração, gratidão, um afeto de qualquer espécie, e por que não, respeito?!

Dois mil e quatorze tem sido pra mim, como a toalha da mesa de café da manhã, que com seus farelos de pão, foi pega e chacoalhada ao vento.
Tudo bem, eram farelos... Mas farelos ou não, era o que eu tinha.



"Muitas pessoas bordam despedidas na toalha do tempo e mesmo chacoalhando-a de vez em quando, apenas migalhas de momentos rolam entre emoções."
 
 
 
 
 
beijo.outro.tchau