terça-feira, julho 24, 2012

Crença

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.
Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.




beijo.outro.tchau

terça-feira, julho 03, 2012

Realize that





beijo.outro.tchau

quarta-feira, junho 27, 2012

Sobrevida

E de tanto me precaver, eis que ocorre de novo.
Bem desse jeito, fugaz.
Bem assim, repetidamente.

Será a ingenuidade do medo, que não me deixa enxergar as coisas tão próximas?
Ou a falta de aprendizado que insiste em não perceber o erro, de novo?
Será mesmo erro?
E quando é que eu acerto?

E essa mania de se enganar, vai até quando?







beijo.outro.tchau

terça-feira, abril 10, 2012

A Travessia

Paro pra pensar no que foi, no que tem sido e o que poderia vir a ser.
Concluo que grande parte de tudo o que ficou - sendo, ou o que ficou no desejo de ser é culpa do medo.
Medo de sentir medo, medo do medo... O medo, por si só.

E o que teria sido, não fosse o medo? Não fosse a ponte indecorosa, a debochar do receio? Não fosse a dúvida cruel, ante a tanto medo?

Há de se tentar, há de se atravessar, há de se esquecer o medo do medo.









beijo.outro.tchau